Os vídeos
Eu falando para a câmera. Sobre capoeira, ser pai, o processo criativo e os altos e belos baixos da vida.
Assistir aos vídeosSou muito grato pela capoeira. Posso ser o dançarino, o lutador, o jogador; aprendo todos os dias. Pela poesia dos movimentos, pelas vibrações das músicas, pela energia das pessoas, pela profundidade da arte. Adoro compartilhar isso com você, para que você se sinta melhor, mais conectado consigo mesmo, com os outros e com tudo.
Comecei no judô aos cinco anos. Sou faixa preta. Depois vieram o muay thai, o MMA e o boxe. Aprendi a lutar. Eu sei lutar. Mas contra o que eu estava lutando? Principalmente contra mim mesmo.
Depois dessa fase eu quis algo diferente de chutar e socar forte. Explorar mais o corpo. Mais desafio técnico. Foi aí que encontrei a capoeira.
Comecei em 2001. Ao longo dos anos treinei com o Professor Floris, Mestre Valú, Mestre Grandão e o CM Baianinho, da Capoeira Engenho em Salvador, no Brasil. Morei e treinei no Suriname, na Austrália e no Brasil. Em 2011 fundei a Brincadeira de Capoeira Den Haag.
Treinei Capoeira Angola, Capoeira Regional e tudo o que existe entre elas. Por muito tempo essa mistura me confundiu: como ensinar todos esses estilos e movimentos diferentes para alunos com corpos e histórias diferentes?
A resposta virou o Método Connect & Play. Um sistema baseado em princípios que funciona para qualquer estilo, qualquer corpo, qualquer nível. Não no lugar da tradição. Ao lado dela.
Depois de 25 anos eu amo essa arte mais do que nunca, porque é exatamente o que eu preciso. Mover meu corpo com atenção. Encontrar o ritmo. Cantar, tocar instrumentos, entre amigos. Poesia, músicas, letras, cultura brasileira. É tão rico que chega a ser louco.


Duas graduações e um mestrado em nutrição. Eu sentia que tinha algo a provar, então fazia tudo como uma máquina. Achava que mais forte era melhor.
Quase me matou. Tive um burnout. Completo. Meu corpo parou de cooperar. Minha alegria desapareceu. Eu tinha provado tudo o que achava que precisava provar, e me sentia péssimo.
O que sempre esteve lá era a capoeira. O convite para se conectar. Para jogar, cantar, se expressar. De uma forma enorme, isso me salvou. Encontrar minha dor, minha respiração, meu corpo. Aceitar o momento como ele é.
Essa é a virada. Quando você para de lutar contra si mesmo e começa a jogar, com você, com outras pessoas, com o mundo ao seu redor, tudo muda. A vida fica mais leve. E mais profunda.
É isso que eu ensino. Não só técnica. Uma relação mais saudável com seu corpo, com seu processo e com você mesmo.
Eu não li isso em um livro. Passei por fundos profundos e subi a grandes alturas.
Por um tempo parei de dar aula de capoeira. Queria fazer stand-up comedy e poesia spoken word. Isso estava ligado a uma vida de gagueira, e eu queria me libertar dela. Falar livremente e com fluência. Esses 10 anos me deram muito.
Então senti que faltava alguma coisa. Algo mágico. Depois de um tempo, entendi o que era.
Conexão de verdade. Jogar livremente. Explorar o movimento. Rir. Fazer amigos e mantê-los. Cultura brasileira. O ritmo. A dança. A liberdade. Capoeira.
Transformei meus próprios problemas, dores e lutas no Método Connect & Play. É isso que eu quero fazer pelo resto da vida: me conectar com você, com os outros e com o mundo inteiro, através da capoeira, da poesia, da fala, de vídeos e de histórias.
Pronto para jogar?
Eu falando para a câmera. Sobre capoeira, ser pai, o processo criativo e os altos e belos baixos da vida.
Assistir aos vídeosO mesmo diário, escrito. Burnout, divórcio, lutar, jogar e o que aprendo pelo caminho. Honesto e muitas vezes engraçado.
Ler o diárioOs poemas. Alguns escritos, alguns falados no palco. Palavras que vêm rápidas e honestas.
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